Atualidades

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Sexta-feira, Novembro 25, 2011

Marés



Marés
As palavras antes tão próximas de mim andam fugidias, sem coragem de enfrentar os sentimentos totalmente desorganizados.
Não fugiu a poesia, muito menos o encantamento pelas possibilidades dos caminhos.
No entanto, nesse exato momento, perplexa e ainda tão machucada, estou só, eu e meus pensamentos em pequenos pedaços que sobraram.
A qual mundo pertenço? De quais sonhos devo desistir? Ou não? Perguntas demais sem respostas para uma mente tão aturdida.
Lanço as redes nos mares das esperanças, na infinitude do voleio das marés e seus encantamentos.
Movimentos em moto-perpétuo, vagas ondas que vêm e vão, sentimentos, medos e paixão.
Palavras, amigas mais do que queridas, expressões dos jogos da existência.
Preciso desesperadamente que voltem a se compor, a se ligar, a novamente fazer sentido em minha vida...

Incerteza


Incerteza
Nem sei mais se ainda sou poeta por inteiro.
As dores que deixastes em mim, amor louco e impensado.
Sufocam as palavras, amarram os sentimentos, nobres ou não.
Os meus olhos contemplam o vazio de um colossal espaço.
Agora ocupado tão somente e tanto por tua imensa lembrança.
Ai de mim, poeta sonhadora, que te busco em forma de palavras doces.
Mas somente encontro a amargura de um horizonte vazio, sem lugar para promessas ou quimeras.
Fome de querer, ânsia e busca desesperada de entender e superar a tua ausência.
Nobre cavalheiro, onde estás, que nada mais sei de ti?
Cavalgas por acaso outros caminhos? Teu silêncio me perturba e incomoda por demais.
Envie sinais, mesmo que de fumaça, mexas comigo, me provoques, me faça pulsar novamente.
Porém, não permita jamais que a poesia que trouxestes se afaste de mim!

Quinta-feira, Agosto 18, 2011

Somos?

Às vezes é necessário um pouco de chuva no caminho para molhar a mais aguda sensibilidade, pois o calor do sol é extremamente encantador e pode nos deixar cegos para as transparências que o cair das águas revela tão sutilmente...
Olhos, rostos, pessoas, passado e presente, pedaços de nossa vida, reflexões sempre presentes. Quem sou? Quem somos? Estamos aqui ou já submergimos na dor dos fatos acontecidos?

Quarta-feira, Julho 13, 2011

Sensibilidade de poeta

Existem chagas profundas, que nunca sequer serão cicatrizes, feridas abertas pelas intempéries da vida. E eu ouso escrever, mexer nelas, com a sensibilidade dos poetas, tocá-las na sua profundidade, para tentar ao menos sobreviver, atenuar com as palavras arrancadas do sentimento, as dores que elas provocam na alma.
Diana Esnero

Responsabilidade

Não é possível perceber o outro apenas como uma página vazia, com uma história a ser escrita sem maiores consequências ou comprometimentos de ordem moral e ética. 

Temos o direito de experimentar escrever rascunhos de roteiros em outras vidas, em seres crédulos de nossa investida?
Diana Esnero

Quinta-feira, Junho 02, 2011

Divagações


Divagações
O amor que chega de visita e não faz morada,
esse eu não quero e o dispenso em suas ilusórias emoções.
As chegadas, por mais auspiciosas e estimulantes que sejam,
não compensam as dores e os lamentos do abandono.
O calor da paixão me deixa em êxtase, acende os meus dias e noites,
espanta para bem longe a costumeira e penosa solidão,
a tal companheira da idade madura e das seleções rigorosas.
No entanto, os preços a serem pagos são altos demais.
E isso se explica pelas vias tolas que habitam nossa razão,
e que nos momentos de ilusão teimam em nos obscurecer.
Por todas essas coisas, permanecem as eternas dúvidas e alertas,
os embates entre a consciência e a doce embriaguez dos sentidos.
Um amor sincero e bem cuidado a ser protegido?
Ou a louca e prazeirosa  entrega dos sentidos ao sinal da química perfeita?
São tantas e variadas as opções de vida e traçados de caminhos,
histórias construídas ou não, presentes de algum instante marcado em brasa ou não.
Somos sérios? Somos tolos? Em cada questão, uma plêiade de ideias e divagações.
E será que alguém consegue de forma sensata e objetiva discernir em si mesmo a resposta?
Diana Esnero

Segunda-feira, Maio 23, 2011

Desencanto


 Desencanto
Uma decepção inesperada machuca muito mais o ser do que aquela situação em que havia pelo menos uma pequena desconfiança, um temor silencioso e levemente pressentido.
No entanto, sejam nas relações de amizade ou nas de amor, quando nos lançamos com a inteireza de nosso caráter, de nossa dignidade, sem qualquer cautela, aceitando todas as afirmações ouvidas como verdadeiras e espontâneas, correspondendo com atenção e carinho, por que somos descartados de forma sumária, humilhados, inesperadamente, algumas vezes com requintes de crueldade? Ou seja sem nenhuma resposta plausível!
Um homem ou uma mulher não tem o direito de oferecer seu amor ou amizade a outro ser de forma desabrida e absorvente, ser correspondido na mesma intensidade, chegando até mesmo a firmar e propor compromissos sequer pedidos ou mencionados e depois, covardemente, começar a praticar jogos juvenis, típicos de adolescentes em fases de picos hormonais, porém sem a justificativa da idade ainda imatura, aquela em que não se pesam as consequências de atos.
Ninguém é perfeito, estamos todos aprendendo a viver a cada dia. No entanto, não é possível ignorar as lições aprendidas, os atos que resultaram em fracassos pessoais e que também possam ter atingido pessoas ao redor de nós. À medida que caminhamos em nossa existência, experiências vão se sobrepondo e sinalizando ações que devemos evitar ou ter mais cautela.
Não é possível perceber o outro apenas como uma página vazia, com uma história a ser escrita sem maiores consequências ou comprometimentos de ordem moral e ética. Temos o direito de experimentar escrever rascunhos de roteiros em outras vidas, em seres crédulos de nossa investida?

Artesãos da palavra e do sentimento

"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade... sei lá de quê!"

FLORBELA ESPANCA

Rio de Janeiro, Maravilha!

Rio de Janeiro, Maravilha!
O sol se pondo e o Morro Dois Irmãos ao fundo! Beleza!

Meu papel de parede!

Meu papel de parede!